segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Entrevista Jaime Viúdes - Parte 2 (final)

Fala galera! 

Segue logo abaixo, segunda parte da entrevista com o longrider Jaime Viúdes.



SINTA O PRANCHÃO: VI O O 4º TEASER SOBRE O RIO E SAQUA (MINHA TERRA POR OPÇÃO) COM  A INCRÍVEL TRILHA JAZZISTICA, PARABÉNS SENSACIONAL!
QUAL A SENSAÇÃO DE TER CONTATOS COM A HISTÓRIA REAL E VIVA DO SURF, NOMES COMO MARACA, ARMANDO, MUDINHO ENTRE OUTROS?

JAIME VIÚDES: Isso é fundamental. A molecada tem que estar perto desses caras, tem que conhecer as origens. Na Califórnia os moleques procuram pelos mais velhos, sabem que é de lá que vem a fonte do conhecimento. Um feedback de um Legend pode fazer muita diferença no surf de um garoto. Gosto de observar, tive sorte de conviver bastante em esses caras nos eventos e não é a toa que estão no filme. Independente do lado pessoal, fui atrás de cada um pela importância do legado que deixaram.


SINTA O PRANCHÃO: DENTRE AS VIAGENS INTERNACIONAIS QUE VOCÊ TEM FEITO EM FUNÇÃO DAS FILMAGENS, ACREDITO QUE A DA CALIFA, FOI A QUE MAIS TE EMOCIONOU. AFINAL LÁ SE RESPIRA SURF, EXPECIFICAMENTE SAN ONOFRE. O QUE VOCÊ PODE DIZER DAQUELE LUGAR? FAMÍLIAS INTEIRAS QUE VIVEM EM FUNÇÃO DO SURF. QUAL A SENSAÇÃO DE TER ESTADO NO SELEIRO DO LONGBOARD?
LI SEU ARTIGO NA FLUIR DIZENDO QUE FOI LÁ QUE VOCÊ REENCONTROU O PRAZER DE SURFAR.

JAIME VIÚDES: Eu estava cansado de surfar sempre do mesmo jeito por causa dos campeonatos. Já conhecia a Califa e San Onofre é um dos lugares que mais gosto. Começamos o filme lá não foi por acaso. Esse ambiente que você relatou é mágico. Voltei dessa viagem com os horizontes abertos para surfar do jeito que eu bem entendesse e outras pranchas. O teaser da Califórnia é especial, mas em todos os lugares vivemos experiências que emocionaram, até mesmo gravando aqui pelo Guarujá.


SINTA O PRANCHÃO: QUAL OUTRA LOCALIDADE VOCÊ SENTIU AQUELA ENERGIA, A ESSÊNCIA, ONDE O AR TEM CHEIRO DE SURF, E QUE UM LONGBOARDER NÃO PODE DEIXAR DE IR? CONTE-NOS UM POUCO DESSA EXPERIÊNCIA.

JAIME VIÚDES: Acho que qualquer lugar vai ter essa energia se tiver altas ondas. Para longboard, Boca Barranca na Costa Rica tem um significado grande pra mim, mas acho que todo longboarder tem que conhecer. Leve uma prancha mais reta e larga, mesmo que seja uma progressiva. Lá é o paraíso do noseriding.


SINTA O PRANCHÃO: SHAPERS COMO FELIPE SIEBERT, BERNARDO SODRÉ, EU, FABIO JONES E MUITOS OUTROS QUE BUSCAM EM ÉPOCAS PASSADAS O SEU LIFESTYLE PARA PRODUZIR EQUIPAMENTOS QUE REMETEM A UM PASSADO MAIS LÚDICO DO SURF. O QUE VOCÊ ACHA DESSE MOVIMENTO E COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE PERGUNTAR DO SOUL SURF E HIPSTER?

JAIME VIÚDES: Esse parece ser o caminho. O surf é muito divertido para ficar preso a conceitos. Legal é pegar o que já foi feito antes e colocar novas idéias. A variedade de pranchas só tem a acrescentar na qualidade do seu surf e na sua diversão.


SINTA O PRANCHÃO: JAIME, COMO VIU, VÊ E COMO VERÁ O SURF?


JAIME VIÚDES: Acho que falei um pouco sobre isso durante a entrevista, mas hoje vejo o surf “profissional” demais. O surf é vadio, faz parte da natureza, da cultura. A formação do surfista hoje é na escola, isso é legal, mas o conhecimento puro, o néctar mesmo, você consegue gastando tempo na praia, só surfando, sendo rato de praia, viajando pra pegar onda e ficando largado nos picos. Nem que seja na cidade vizinha. Não estou dizendo que o garoto não precisa estudar ou fazer preparação física, ter técnico, etc. Mas tem moleque de 12 anos colocando no facebook frases como "I Love my job". Pô, vai se divertir, calejar de tanto surfar, viver a verdadeira essência da coisa antes de pensar em ser profissional.


Abaixo, episódio de Lisergia Clássica gravado na Califórnia.

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